SP vai receber mais de 90 mil doses de AstraZeneca nesta quarta, diz secretário

Nesta terça-feira (28), mais de 400 pontos de vacinação na capital não contavam com o imunizante para aplicação da segunda dose

Produção da vacina AstraZeneca contra a Covid-19 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro
Produção da vacina AstraZeneca contra a Covid-19 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro Rodrigo Pereira/Fundação Oswaldo Cruz

João de Marida CNN*

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A cidade de São Paulo vai receber 93.695 doses das vacinas contra a Covid-19 AstraZeneca e mais 253.470 doses da Pfizer para aplicação de segunda dose, a partir desta quarta-feira (29), segundo o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido.

“Recebemos [as vacinas] amanhã até às 11 horas e vamos fazer a distribuição em todas as nossas unidades. A partir de quinta-feira (30) estaremos aplicando as doses, sobretudo de AstraZeneca”, afirmou Aparecido.

O anúncio acontece em meio à escassez de vacinas da AstraZeneca na capital paulista. Nesta terça-feira (28), pelo menos 417 pontos de vacinação não contavam com o imunizante para aplicação da segunda dose, segundo levantamento da CNN.

O número representa 77% dos 545 pontos de imunização da capital. Faltavam também vacinas da Pfizer em oito pontos de vacinação para completar o esquema vacinal e realizar a intercambialidade.

Na semana passada, ao menos 76% dos postos de vacinação de São Paulo não tinham doses suficientes da AstraZeneca.

Dos 528 pontos de vacinação, 384 alegaram falta do imunizante e outros 68 estavam sem doses da Pfizer.

Pfizer para quem não consegue AstraZeneca

O secretário afirmou que a orientação da prefeitura é que a população que não encontrar a dose da AstraZeneca deve tomar as doses da Pfizer para completar a  imunização.

“É muito importante que isso aconteça. Todas as nossas unidades dispõem de doses de Pfizer, então, quando eventualmente a pessoa não encontrar as doses de AstraZeneca deve se vacinar com a dose da Pfizer para segunda dose”, concluiu Aparecido.

Edson Aparecido atribuiu ainda a “eventual” falta de vacinas da AstraZeneca ao atraso nas entregas da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), responsável por desenvolver o imunizante no Brasil.

(*Com informações de Andre Luiz Rosa, da CNN)

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