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    Ômicron ameaça hospitais europeus mesmo com menos casos graves, diz médica

    Em entrevista à CNN Rádio, a infectologista de Oxford Ana Luiza Cruz explicou que a variante preocupa por ser mais transmissível

    Homem de máscara caminha por Londres, no Reino Unido
    Homem de máscara caminha por Londres, no Reino Unido Dan Kitwood/Getty Images

    Ricardo Gouveiada CNN*

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    A velocidade do avanço da variante Ômicron eleva a apreensão de novas crises nos sistemas de saúde na Europa. Autoridades de saúde britânicas têm registrado recordes diários de contaminação pelo coronavírus.

    Estudos que apontam uma menor letalidade e índice de hospitalização provocados pela nova cepa não diminuem a preocupação dos médicos europeus com a possibilidade de colapsos hospitalares em meio a festas de fim de ano.

    Em entrevista à CNN Rádio, a pesquisadora do departamento de saúde populacional na Universidade de Oxford Ana Luiza Cruz afirmou que a velocidade de disseminação da Ômicron causa perplexidade.

    “Os hospitais foram tomados não por uma onda, mas por um tsunami”, alerta a infectologista. “Mesmo que a severidade das infecções por essa variante não seja tão grave, uma proporção pequena das pessoas que precisam de internação vai representar um número alto de pacientes admitidos nos hospitais.”

    Ana Luiza explicou ainda que a quantidade de mutações na variante Ômicron diminui a efetividade dos anticorpos produzidos pelas vacinas ou por quem já pegou Covid-19.

    A pesquisadora salientou que “essa variante tem 15 mutações na proteína da superfície, especificamente onde os anticorpos mais potentes se conectam”.

    A infectologista acredita que novas restrições de circulação vão ser necessárias na Europa.

    Cruz afirmou que acha possível que líderes regionais esperem as festas de fim de ano para anunciar novas medidas de isolamento social

    *Produção da Bruna Sales

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