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    Fiocruz produzirá remédio contra a Covid-19 aprovado pela Anvisa

    Fundação e a farmacêutica MSD assinaram acordo de cooperação nesta terça-feira (3)

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) faz estudos sobre o novo coronavírus
    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) faz estudos sobre o novo coronavírus Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz

    Elis Barretoda CNN

    no Rio de Janeiro

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    A farmacêutica americana MSD assinou nesta terça-feira (3) um acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para a produção no Brasil do antiviral molnupiravir. Este remédio contra a Covid-19 de uso oral foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial.

    A fundação agora será responsável por armazenar, administrar, rotular, embalar, testar, importar, liberar e fornecer o remédio para o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a Fiocruz, o contrato prevê ainda a condução de estudos experimentais do uso do medicamento contra outros vírus no Brasil, como dengue e chikungunya.

    A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, celebrou o acordo e destacou que, além da vacinação, o remédio “contribui para a redução o número de pacientes com Covid-19 leve a moderado que progridem para doença grave”, adicionando que o molnupiravir terá um impacto positivo no enfrentamento da pandemia. De acordo com a fabricante, o tratamento com o remédio reduz em até 89% a chance de morte, e é eficiente na redução de hospitalizações.

    A Anvisa aprovou nesta quarta-feira (4) o uso emergencial do medicamento molnupiravir para tratamento da Covid-19. Em uso em 17 países, o tratamento foi admitido pelas agências regulatórias de Estados Unidos, Europa, Japão, Reino Unido e Austrália, além de ter o aval da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    De acordo com a Anvisa, o medicamento é indicado para tratar a Covid-19 em adultos em estágios que não requeiram uso de oxigênio suplementar, que apresentam risco aumentado de progressão da doença para casos graves e cujas opções alternativas de tratamento aprovadas ou autorizadas pela agência não sejam acessíveis ou clinicamente adequadas.

    O molnupiravir deverá ser recomendado e prescrito durante os cinco primeiros dias após o aparecimento dos sintomas e deve ter seu uso limitado a cinco dias consecutivos. Ainda não há data definida para o início da produção nacional.

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