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    Dados da Pfizer mostram resposta imunológica alta em 3ª dose para crianças de 5 a 11 anos

    Dados revelados pela fabricante e pelo laboratório BioNTech mostram que a produção de anticorpos aumentou seis vezes após a aplicação do imunizante em 140 crianças

    Vacinação de crianças contra a Covid-19 em Jundiaí (SP)
    Vacinação de crianças contra a Covid-19 em Jundiaí (SP) Pedro Amora/Prefeitura de Jundiaí

    Fernanda Soaresda CNN*

    no Rio de Janeiro

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    A Pfizer e a BioNTech planejam solicitar a Autorização de Uso de Emergência da 3ª dose da vacina contra a Covid-19 para crianças de cinco a 11 anos. Segundo as informações divulgadas no site oficial das empresas nesta quinta-feira (14), o pedido será feito às agências reguladoras globais com base nos dados extraídos de uma pesquisa recente.

    Eles apontam que a produção de anticorpos contra a cepa original do SARS-CoV-2 aumentou seis vezes após a aplicação de 10 microgramas do imunizante em 140 crianças, resposta considerada “robusta”.

    Outro recorte da pesquisa, feito com 30 crianças na faixa etária analisada, mostra que a produção de anticorpos aumentou 36 vezes quando se trata da variante Ômicron.

    O resultado considera a comparação do aumento de anticorpos observado após a aplicação da segunda dose e o estudo é focado na imunogenicidade, que é a capacidade do sistema de defesa de desenvolver uma resposta e neutralizar o vírus.

    Para o pediatra, infectologista e presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, Renato Kfouri, as doses adicionais são uma tendência a ser adotada para todas as faixas etárias. Na opinião do especialista, os dados são importantes para corroborar a importância da adoção da terceira dose.

    “Precisamos continuar avançando na vacinação para todas as faixas etárias. A perda de proteção após determinado intervalo já foi demonstrada, especialmente em outros países. Mesmo assim, percebemos que algumas pessoas consideram esse reforço desnecessário”, alerta o médico.

    Ele ainda acrescenta que o Brasil tem poucos estudos que permitem avaliar a perda de proteção entre as doses e os possíveis efeitos colaterais da imunização contra a Covid-19, mas, afirma que os dados divulgados pela Pfizer e a BioNTech são confiáveis.

    “Ainda precisamos ver a publicação em si, pois não tivemos acesso aos dados. Entretanto, o estudo foi bem feito e representa um avanço importante”, pontua Kfouri.

    Uma das instituições que serão acionadas para a Autorização de Uso de Emergência é a Agência Europeia de Medicamentos (AEM). Entretanto, não há como projetar quando os reflexos e os resultados práticos chegarão ao Brasil.

    Vacinação infantil no Brasil

    De acordo com o levantamento da Agência CNN, até a última quinta-feira (14), 4,4 milhões de brasileiros entre cinco e 11 anos haviam recebido as duas doses da vacina contra a Covid-19. Isso representa cerca de 21,3% da população nessa faixa etária, completamente imunizada.

    Dados do governo federal divulgados na quarta-feira (13), apontam que a queda no número de mortes causadas pela variante Ômicron é de 82% em comparação ao período de pico de contaminação.

    Ainda segundo o Ministério da Saúde, é considerada queda quando a variação percentual é de -5% na comparação com 14 dias atrás. A redução dos números de casos e mortes é atribuída ao avanço da vacinação.

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