Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Até aqui, Ômicron tem sintomas mais parecidos com a gripe

    No quadro Correspondente Médica, Stephanie Rizk explica que os hospitais ainda podem enfrentar lotação nos prontos-socorros, mesmo que nova variante da Covid-19 tenha menor porcentagem de internações

    Fernanda Pinottida CNN

    Em São Paulo

    Ouvir notícia

    Na edição desta sexta-feira (24) do quadro Correspondente Médica, do Novo Dia, a cardiologista Stephanie Rizk explica o que sabemos até agora sobre o comportamento da Ômicron. A nova variante do coronavírus é mais transmissível, mas aparenta ser menos grave.

    De acordo com um estudo realizado pela Imperial College, o risco de internação pela variante Ômicron do coronavírus é 40% menor que pela variante Delta. A probabilidade do paciente buscar atendimento hospitalar também cai 15%.

    Na avaliação da doutora Rizk, há duas explicações plausíveis para esse comportamento. A primeira é a imunização em estágio avançado, pois a maior parte dos pacientes que contrai o vírus já está vacinada.

    Outra explicação possível aparece nos dados preliminares de um estudo, ainda em andamento, da Universidade de Hong Kong, que sugere que a Ômicron se replica 70 vezes mais nas vias aéreas, porém 20 vezes menos no pulmão. Ou seja, a transmissão seria mais alta, mas a chance de comprometimento pulmonar seria mais baixa.

    “Por isso que os sintomas também seriam um pouco diferentes” explica a médica. “Acomete mais a via aérea, provoca coriza, dor de cabeça, dor de garganta. As reclamações dos pacientes estão mudando um pouquinho.”

    No entanto, mesmo com menores chances de evolução para quadro grave, isso não quer dizer necessariamente que as internações vão diminuir em número. “Se imaginarmos que mais gente vai pegar a variante, mesmo que a porcentagem de internações seja menor, ainda vai ter muita gente internada.”

    Por atacar mais as vias aéreas, os sintomas também passam a se confundir mais com os da gripe. O aumento no número de casos de gripe pelo país, em sua maioria causados pela variante H3N2 do vírus Influenza, também tem aumentado esta confusão.

    “O que sabemos é que, geralmente, o vírus da gripe causa uma piora mais rápida, o paciente fica de cama de um dia para o outro. Já o vírus da Covid-19 costuma evoluir mais lentamente”, ela explica, “mas quando o paciente chega ao pronto-socorro não tem como saber, tem que fazer o teste para os dois.”

    De acordo com a doutora, podemos esperar uma folga maior no sistema de saúde. Antes os pacientes iam para Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e a internação era prolongada, com a Ômicron menos pacientes devem chegar a esse ponto.

    “Mesmo assim, temos que nos preparar, porque mesmo que não ocorra uma lotação de leitos, ainda devemos ter uma lotação na área de pronto-socorro”, Rizk completa.

    Cuidados básicos ajudam a prevenir a Covid-19 e a gripe

    Mais Recentes da CNN