Waack: Economia terá mais peso do que Auxílio Brasil na escolha do eleitor em 2022

Resultados negativos recentes no cenário econômico e aprovação do programa social são pontos importantes para a disputa eleitoral em 2022

Gabriel Fernedada CNN

Em São Paulo

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No quadro CNN Poder desta sexta-feira (3), na CNN Rádio, William Waack analisa como os maus resultados econômicos – incluindo o recuo do PIB e a inflação alta – e a criação do Auxílio Brasil podem influenciar nas eleições do próximo ano.

Waack destacou que, como mostram pesquisas recentes, o mau momento da economia pode ter maior peso nas eleições de 2022 do que a assistência do Auxílio Brasil.

“Economia andando devagar atrapalha. Ajuda assistencial é importante do ponto de vista eleitoral. Qual terá mais peso? Provavelmente a própria personalidade do presidente. E essa, de acordo com as pesquisas mais recentes, de vários institutos, andam muito mal. A conclusão, neste momento, é a seguinte: economia devagar terá mais peso na escolha do eleitor do que a ajuda de R$ 400.”

O âncora da CNN também contextualizou a situação econômica e como suas consequências se relacionam com as eleições que acontecerão no próximo ano.

“Agora, com esse quadro de economia andando devagar, o que acontece do ponto de vista das eleições de 2022? Temos que considerar dois fatores: um, a inflação – isso corrói renda. Dois, o Banco Central vai ter que subir os juros, sim, se quiser controlar a inflação”, disse Wack.

“O Ministério da Economia está insistindo muito para que isso aconteça também. O que isso significa? Que uma economia andando devagar, andará mais devagar ainda. Em ano eleitoral, quem vai para a reeleição, como o presidente da República [Jair Bolsonaro], detesta uma situação dessas.”

Por outro lado, ele [Bolsonaro] obteve a aprovação de uma série de medidas na Câmara (…) e supõem-se que R$ 100 bilhões vão surgir no orçamento para serem gastos em ano eleitoral”, completou.

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