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    PGR informa ao Supremo que investiga uso da Lei de Segurança por André Mendonça

    Na prática, Mendonça, que agora está à frente da Advocacia-Geral da União, ainda não é formalmente investigado

    Gabriela Coelho

    Da CNN, em Brasília

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    O procurador-geral da República, Augusto Aras, informou ao Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira (16) que apura o uso da Lei de Segurança Nacional por André Mendonça contra críticos do governo Bolsonaro.

    Na prática, Mendonça, que agora está à frente da Advocacia-Geral da União, ainda não é formalmente investigado. 

     

    “Será aberta uma  apuração preliminar para avaliar se os elementos apresentados justificam a abertura de um inquérito formal. O eventual surgimento de indícios razoáveis de possível prática criminosa pelo noticiado (Mendonça) ensejará, pois, a adoção das providências necessárias à persecução penal”, disse Aras na manifestação. 

    André Mendonça
    O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça
    Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

     

    A manifestação de Aras se deu em uma ação apresentada pela deputada Natália Bonavides, do PT do Rio Grande do Norte, que pediu para a Corte afastar e investigar André Mendonça, que quando ministro da Justiça usou a Lei de Segurança Nacional.

    Na notícia-crime enviada ao Supremo, a deputada escreveu que Mendonça cometeu crimes de responsabilidade e de abuso de autoridade, com “conduta irresponsável, tenebrosa e criminosa”.

    Mendonça já acionou a PF e a PGR diversas vezes para investigar críticos de Jair Bolsonaro com base na Lei de Segurança Nacional.

    Ações

    A Lei de Segurança Nacional é tema de cinco ações no STF. As ações alegam violações em atos recentes do poder público, como inquéritos e prisões contra cidadãos que se referiram ao presidente da República como “genocida ou termos afins”, e que a lei tem sido usada para perseguições político-ideológicas.

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