Não dá para PT ter tudo, diz Márcio França sobre possível aliança em 2022

Ex-governador de São Paulo afirmou ainda que a intenção de Alckmin é compor uma chapa com o ex-presidente Lula à Presidência da República

Douglas PortoThais Arbexda CNN

em São Paulo e Brasília

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O ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB) declarou nesta quinta-feira (16), em entrevista à CNN Brasil, que concessões deverão ser feitas em uma eventual chapa com o PT nas eleições de 2022.

“O PT é o maior partido do Brasil, tem vontade de ter todas as coisas. Tem que escolher. Não dá para disputar medalha de ouro, prata e bronze. Tem que saber em qual medalha você vai mirar. Se o gato corre atrás de todos os  ratos, não pega nenhum. Tem que mirar em um só”, afirmou França.

O também ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin deixou o PSDB na última quarta-feira (15) após passar 33 anos na legenda. Ele ainda não anunciou sua nova sigla, mas uma ida para o PSB mostraria uma proximidade com o projeto de ser vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo o analista de política da CNN Brasil Gustavo Uribe.

França declarou que a intenção de Alckmin é de fazer uma chapa com Lula à Presidência da República. Em suas palavras, a união seria para juntar o Brasil e “falar uma linguagem que todos entendam”.

“O Alckmin é um homem de gestos, e cada movimento que ele faz, percebo sua intenção. Nitidamente é de poder fazer essa composição de chapa, de unir o Brasil. E dar um gesto para o Brasil de que as pessoas precisam abrir mão das coisas mais fortes e pensar um pouco no futuro do país.”

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