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    Alcolumbre teve 20% dos recursos do Senado do “Orçamento secreto”

    Em nota, senador afirma que a votação do Orçamento obedece à legislação "própria e transparente"

    Caio Junqueira

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    O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) indicou R$ 1,1 bilhão das emendas de relator (RP9) e teve R$ 935 milhões empenhados, de acordo com uma planilha de gastos parlamentares obtida pela CNN Brasil. O montante é praticamente quase 20% do total que foi destinado para todos os senadores por meio de emendas do relator.

    A planilha mostra que o montante de R$ 1,1 bilhão foi dividido para os ministérios da Defesa (R$ 81,3 milhões), Funasa (R$ 10 milhões), Agricultura (R$ 16,8 milhões), Desenvolvimento Regional (R$ 576 milhões), Educação (R$ 6,1 milhões), Turismo (R$ 16,9 milhões) e Saúde (R$ 424 milhões).

    As emendas de relator se inserem no chamado “Orçamento secreto”, pois não seguem critérios técnicos, mas sim políticos. Também não há transparência de quem recebeu e quanto recebeu.

    Para este ano, foram distribuídos R$ 5,5 bilhões para o Senado e R$ 11 bilhões para a Câmara. Alcolumbre liderou essa distribuição para o Senado, mas depois que o senador Ciro Nogueira foi para a Casa Civil, ele passou a controlar essa distribuição. Para interlocutores do Planalto, este é o embrião da disputa entre Bolsonaro e Alcolumbre, o que Alcolumbre nega.

    Emendas do "orçamento secreto"
    Emendas do “orçamento secreto” / Reprodução

    Segundo seus aliados, o impasse se deve à falta de diálogo do governo com o Congresso e aos ataques que tem sofrido por segurar a indicação de Mendonça e não agendar a sabatina na CCJ. Procurado, o senador respondeu, em nota, que a votação do Orçamento obedece a legislação e é transparente. Leia a íntegra da nota abaixo:

    A respeito da matéria veiculada na noite desta sexta-feira (22), pela CNN, que diz: ”Davi Alcolumbre teve 20% do orçamento secreto ao Senado.”

    O senador esclarece que:

    “Uma folha de papel sem nenhuma comprovação é divulgada sem que seja checada a sua veracidade”.

    O senador ressalta que a votação do orçamento obedece à legislação própria e transparente. e afirma que:

    “Não existe, nem nunca existiu, orçamento secreto ou paralelo. Ele é público em todas as etapas orçamentárias. Tentar transformar a atividade parlamentar em moeda de troca é agir de má-fé para confundir e, além disso, associar o orçamento de 2020 com a data para marcar a sabatina do indicado ao STF é mais uma tentativa de criar narrativas fantasiosas que nåo condizem com a realidade.”

    Davi Alcolumbre
    Senador da República

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