Alcolumbre deve anunciar data de sabatina de Mendonça nesta quarta

Expectativa é a de que Alcolumbre faça um gesto a líderes religiosos e realize a sessão na terça (30), Dia do Evangélico

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP)
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP) Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Daniela LimaThais Arbex

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O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), Davi Alcolumbre (DEM-AP), pode anunciar nesta quarta-feira (24) a data da sabatina de André Mendonça, o indicado de Jair Bolsonaro (sem partido) para a vaga disponível no Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa é a de que Alcolumbre faça um gesto a líderes religiosos e realize a sessão na terça (30), Dia do Evangélico.

E o presidente da CCJ pode dar fim logo, no curto prazo, a esse imbróglio que se arrasta há meses: a expectativa é a de que a sabatina ocorra já na semana que vem. Resta saber quem Alcolumbre indicará como relator do caso.

Tanto aliados de Alcolumbre como de Mendonça dizem que o clima arrefeceu nos últimos dias.

De um lado, a pressão da base do governo subiu, diante do risco de que o vácuo na indicação da sabatina contaminasse a discussão na CCJ da Proposta de Emenda Constitucional que modifica a ordem de pagamento de dívidas da União, os precatórios, para abrir espaço no Orçamento ao Auxílio Brasil, programa que substitui o Bolsa Família.

De outro, Mendonça aproveitou a presença de um aliado de Alcolumbre, o deputado Pedro Da Lua (PSC-AP), em um jantar dele com líderes da Frente Evangélica do Congresso para aparar arestas. O evento ocorreu nesta semana e foi detalhado no CNN 360.

Durante o encontro, aliados de Mendonça sugeriram a Da Lua que sabatina fosse realizada no Dia do Evangélico. De acordo com relatos feitos à CNN, os parlamentares disseram que seria um importante gesto do senador aos religiosos.

À CNN, Da Lua afirmou que foi ao jantar com a anuência de Alcolumbre. “Minha missão foi a de construir pontes, e não erguer muros.” O deputado disse ter encontrado um clima bastante amistoso em relação ao presidente da CCJ e entendeu que Mendonça não está dispostos a usar a cadeira do Supremo para retaliações.

 

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