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    Rui Costa anuncia auxílio financeiro a famílias atingidas pelas chuvas na Bahia

    Governador ainda não anunciou valores e disse aguardar mais informações dos municípios sobre quantas pessoas tiveram suas casas afetadas pelas enchentes

    Vista aérea de área inundada de Itabuna, na Bahia
    Vista aérea de área inundada de Itabuna, na Bahia Leonardo Benassatto/Reuters (26/12/2021)

    Giovanna GalvaniLetícia Brito Silvada CNN

    em São Paulo

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    O governador da Bahia, Rui Costa (PT), anunciou na segunda-feira (27) à noite que o governo do estado planeja pagar um auxílio às famílias afetadas pelas fortes chuvas no sul baiano. Até o momento, são pelo menos 20 pessoas mortas e 31,4 mil desabrigadas em consequência do desastre.

    Questionado sobre mais detalhes da ação, incluindo o valor do auxílio, Costa disse em entrevista nesta terça-feira (28) que as secretarias responsáveis aguardam informações mais precisas dos municípios sobre quantas pessoas tiveram suas casas e bens atingidos pelas enchentes.

    “Estamos estudando o valor exato e aguardando que os municípios enviem uma quantidade mais precisa de casas que precisam ser reconstruídas. Não podemos fazer planos e orçamentos com estimativas apenas. Isso tem que ser um numero exato”, disse.

    “Agora, com a agua baixando, vamos chegar a esse número. Essa ajuda visa auxiliar que a pessoa compre um fogão, uma roupa, um colchão, é essa ajuda que vamos definir ao longo da semana o valor”, complementou.

    Segundo o governo, o benefício será executado dentro do programa Estado Solidário, iniciativa que contempla medidas executadas para apoiar a população durante a pandemia da Covid-19, desde março deste ano.

    Até o momento, Rui Costa anunciou valores apenas de uma linha de crédito para comerciantes que tiveram seus negócios atingidos pela enxurrada. Será possível contratar R$ 150 mil sem juros com 12 meses de carência e 36 meses para o pagamento. Caso o valor necessário ultrapasse esse limite, os juros aplicados seguirão taxas de CDI.

    “Tempestade perfeita”

    Durante a entrevista, o governador voltou a repetir que este é “o maior desastre natural da história da Bahia” por sua “extensão enorme” de danos.

    Além de planejamento para a recuperação de infraestruturas de rodovias, vias públicas e casas, Costa também afirmou que a Secretaria da Saúde têm trabalhado para tentar minimizar uma “tempestade perfeita” causada pelas epidemias de Covid-19 e Influenza junto às consequências do desastre.

    “Em algumas cidades, houve perda de 100% de vacinas, porque os postos de saúde foram cobertos por água. Por exemplo, na cidade de Itororó, alagou os 2 primeiros andares da Prefeitura, e os postos de saúde perderam todas as vacinas”, declarou.

    “Com as enchentes, há algumas doenças que aparecem, como a doença das fezes dos ratos, que em enchentes dissemina na água e faz com que muitas pessoas adoeçam. É preciso cuidado das pessoas para não ingerirem água, seja os que estão ajudando ou os que estão sendo ajudados”, disse.

     

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