Governo adotou medidas para evitar racionamento, diz ministro de Minas e Energia

Em entrevista à CNN, Bento Albuquerque também celebrou os resultados dos leilões de petróleo e transmissão de energia

Vinícius Tadeuda CNN

São Paulo

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O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou à CNN nesta sexta-feira (17) que o governo federal conseguiu tomar medidas para não haver racionamento neste ano diante da grave crise hídrica pela qual o país passou.  

O ministro, no entanto, não detalhou quais foram essas medidas. “Fruto do nosso setor elétrico nós tivemos toda a governança para nos manter com o país tendo energia e também não tendo nenhuma possibilidade de sofrer racionamentos ou apagões”, disse.  

Sobre a situação dos reservatórios, Albuquerque tranquilizou: “Vamos começar 2022 com os reservatórios em boas condições, não são as condições ideais, mas eles estão em boas condições”. O ministro ainda destacou o desligamento de termelétricas e o período de chuvas em que o país está.

Bento Albuquerque destacou que o setor elétrico teve “uma expansão de 16% na geração e de 17% na transmissão” e que com os resultados do leilão de transmissão de energia realizado hoje, será possível expandir em quase 900km as linhas de transmissão. 

O ministro considerou “um sucesso” os leilões de petróleo e de transmissão realizados nesta sexta-feira (17). Segundo Albuquerque, hoje foi realizado o segundo maior leilão de petróleo e gás do mundo. Os valores foram comemorados por Albuquerque, que destacou que está se criando no Brasil um propício “ambiente de negócios atrativo para investimentos”.

Os campos de pré-sal de Sépia e Atapu foram adquiridos por dois consórcios, cada um com três empresas, que arremataram os lotes, com bônus total arrecadado pelo governo de cerca de R$ 11 bilhões. 

As duas áreas ofertadas ficam localizadas na Bacia de Santos, a mais importante para extração de petróleo em águas brasileiras e uma das regiões mais cobiçadas do mundo para exploração da commodity.  

Já na disputa envolvendo transmissão de energia, o governo federal ofertou cinco lotes e todos foram arrematados. No entanto, o deságio chegou a 66,09%. O certame faz parte de uma série de leilões que ocorrerão até o dia 21, batizada de “Energy Weeks” pelo Ministério de Minas e Energia. A expectativa é arrecadar R$ 206,9 bilhões em investimentos privados a partir das concessões, com geração de 160 mil empregos diretos e indiretos. 

Quando questionado sobre energia verde, o ministro afirmou que o Brasil possui controle ambiental na região do pré-sal, e que o país continuará produzindo e exportando petróleo e gás, já que há demanda pelas fontes de energia. Bento Albuquerque considerou que o Brasil é um “exemplo de transição energética e transição verde” e que esse processo começou há 50 anos com programas de biocombustíveis e construção de hidrelétricas como Itaipu. “A nossa matriz elétrica é a mais limpa entre as grandes economias”, reforçou.

Sobre o projeto de lei aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e que institui a cobrança de um imposto de exportação sobre petróleo, Albuquerque afirmou que o governo “não é a favor desse imposto”.

No entanto, o ministro destacou iniciativas que considerou importantes vindas do Congresso, como por exemplo a aprovação do Marco Legal do Gás Natural. “A partir de 2022 teremos mais sete empresas, além da Petrobras, nacionais e estrangeiras, ou seja, nós temos muitas oportunidades.”

Albuquerque reforçou que o governo federal está “cumprindo o cronograma” a respeito da privatização da Eletrobras. O ministro comentou que nas próximas semanas a pasta terá reuniões com o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e com o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) para viabilizar o que considera ser uma das maiores capitalizações do mundo.

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