Bolsonaro diz que aceitará ajuda argentina caso situação na Bahia se agrave

Pelo Twitter, o presidente afirmou que o Brasil recusou a oferta argentina porque "não era necessária naquele momento", mas pode ser acionada em caso de "agravamento das condições"

Fabrício Juliãoda CNN

em São Paulo

Ouvir notícia

O presidente Jair Bolsonaro se manifestou nesta quinta-feira (30), após o Brasil recusar ajuda oferecida pela Argentina às vítimas das enchentes na Bahia. Por meio do Twitter, Bolsonaro disse que “a ajuda não seria necessária naquele momento”, mas que pode ser acatada “em caso de agravamento das condições”.

“O governo do Brasil está aberto a ajuda e doações internacionais”, acrescentou o presidente.

Bolsonaro afirmou que a Chancelaria Argentina ofereceu assistência de 10 homens para o trabalho de almoxarife e seleção de doações, montagem de barracas e assistência psicossocial à população afetada.

“O fraterno oferecimento argentino, porém muito caro para o Brasil, ocorre quando as Forças Armadas, em coordenação com a Defesa Civil, já estavam prestando aquele tipo de assistência à população afetada, inclusive com o apoio de 3 helicópteros da Marinha do Brasil”, diz o tuíte do presidente.

“Por essa razão, a avaliação foi de que a ajuda argentina não seria necessária naquele momento, mas poderá ser acionada oportunamente, em caso de agravamento das condições. A resposta do Ministério das Relações Exteriores à Embaixada Argentina é clara a esse respeito”, acrescentou.

Bolsonaro também disse que o Brasil aceitou ajuda do Japão na quarta-feira (29). Segundo ele, o país asiático fez doações de barracas de acampamento, colchonetes, cobertores, lonas plásticas, galões plásticos e purificadores de água.

Esses itens “chegarão à Bahia por via aérea e/ou serão adquiridos no mercado brasileiro”, completou o presidente.

Governadores de 15 estados brasileiros e do Distrito Federal também anunciaram que irão enviar ajuda para os municípios baianos. Eles pretendem mobilizar equipes especializadas em operações de salvamento e materiais para auxiliar no resgate às vítimas.

Mais Recentes da CNN