Anvisa: restrição de voo deve acontecer “com a velocidade que a situação exige”

Diretor da Anvisa Alex Campos reforçou à CNN a necessidade de restringir voos de países com casos da nova cepa

Layane SerranoRaphael Coraccinida CNN

Em São Paulo

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O diretor da Anvisa Alex Campos, responsável pela área de portos aeroportos e fronteiras, reforçou em entrevista à CNN nesta sexta-feira (26) a necessidade de restrição de voos para países que apresentaram casos na nova variante do coronavírus.

Segundo Campos, a Anvisa espera que as restrições recomendadas na manhã desta sexta-feira pela agência “sejam feitas com a velocidade que a situação exige. A OMS definiu a nova variante como “de preocupação”.

A Anvisa havia recomendado na manhã desta sexta a restrição a voos de seis países da África: África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue, onde a variante B.1.1.529 havia sido identificada.

Novos casos já foram relatados em outros locais, como Israel, Hong Kong e Bélgica. A Comissão Europeia já recomendou também restrições de voo aos 27 países que compõem o bloco.

Campos afirmou ainda que a restrição de voos nesse início de disseminação de casos pelo mundo “é o instrumento mais barato e mais simples” para evitar o contágio e seus efeitos e “para retomar as atividades”.

“A Anvisa reconhece que as medidas impactam as questões econômicas. No entanto, o papel da Anvisa é de recomendação sanitária, é o que está na base da nossa competência, a saúde da nossa população”, afirmou.

Ele reconhece que o mundo ainda está sabendo como lidar com o caso, mas disse que a abertura de países europeus foi precipitada. “A pandemia não acabou e a nova variante coloca luz sobre esse debate.  A Europa mostra que abandonar as medidas farmacológicas não foi uma medida acertada”.

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