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    Invasão ao Capitólio: homem que jogou extintor na polícia pega 5 anos de prisão

    Robert Scott Palmer é a primeira pessoa a ser condenada pelo crime de "agressão a um policial com uma arma perigosa" no ataque ao centro do poder dos EUA

    Robert Scott Palmer foi condenado a mais de cinco anos de prisão por atacar policiais do Capitólio dos Estados Unidos
    Robert Scott Palmer foi condenado a mais de cinco anos de prisão por atacar policiais do Capitólio dos Estados Unidos Reprodução/Federal Bureau of Investigation (FBI)

    Hannah Rabinowitzda CNN

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    Robert Scott Palmer, morador da Flórida, foi condenado a mais de cinco anos de prisão nesta sexta-feira (17) por ter atacado a polícia do Capitólio dos Estados Unidos, em 6 de janeiro, com um extintor de incêndio, uma prancha de madeira e um poste. Essa é a pena mais longa para um invasor do Capitólio até agora.

    Palmer é a primeira pessoa a ser condenada pelo crime de agressão a um policial com uma arma perigosa. Sua sentença de 63 meses pode ser uma referência para mais de 140 outros que enfrentam a mesma acusação.

    “Todos os dias ouvimos relatos de facções antidemocráticas, pessoas planejando violência potencial em 2024″, disse a juíza distrital Tanya Chutkan ao proferir a sentença. “Tem que ficar claro que tentar impedir a transição pacífica de poder, agredindo a aplicação da lei, terá uma punição certa. E não por ficar em casa, assistir à Netflix, mas por fazer o que você estava fazendo antes de ser preso”, completou.

    Palmer foi identificado publicamente pela primeira vez por detetives na internet, que o rastrearam por meio de fotos e vídeos em que ele aparecia brigando fora do Capitólio com uma jaqueta com a bandeira dos EUA.

    Segundo o acordo de confissão, Palmer pulverizou um extintor contra uma linha de policiais e jogou duas vezes o recipiente vazio. Quando ele se recusou a recuar, foi baleado no estômago com uma bala de borracha.

    “Eu me pergunto se as pessoas que geralmente estão diante de mim tivessem tentado invadir o Capitólio naquele dia teriam sido recebidas com balas de borracha. Suspeito que não”, disse Chuktan, referindo-se aos negros e réus da minoria que ela preside.

    Chutkan, nomeada pelo ex-presidente Barack Obama e ex-defensora pública, emergiu como, talvez, a juíza mais severa para os réus de 6 de janeiro. Sete casos julgados por ela foram condenados, e todos receberam penas que variam entre 14 dias a mais de cinco anos atrás das grades.

    Durante a audiência, Palmer disse que viu a apresentadora de TV Rachel Maddow fazer um comentário na MSNBC sobre o caso, e que ficou “horrorizado, absolutamente arrasado de me ver ali. Me vi frio e calculista subindo aqueles degraus com o extintor de incêndio para atacar aqueles policiais”.

    Palmer também disse em uma carta à juiza que agora percebe que o ex-presidente Donald Trump mentiu para seus apoiadores sobre a eleição.

    “Eles continuaram cuspindo a falsa narrativa sobre uma eleição roubada e como era ‘nosso dever’ enfrentar a tirania”, escreveu Palmer. “Eu mal sabia que eles eram os tirânios desesperados para manter o poder a qualquer custo, mesmo criando o caos que sabiam que aconteceria com tal retórica”, completou.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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