Imigrantes enfrentam frio e neve para cruzar fronteira de Belarus

Chegada do inverno pode agravar crise humanitária na fronteira do país com a Polônia; União Europeia rejeita acolher migrantes

Fabrizio NeitzkeFlávia Duarteda CNN

Em São Paulo e em Londres

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Milhares de imigrantes na fronteira entre Belarus e Polônia fizeram fila na manhã desta terça-feira (23) para conseguir comida. A região próxima da cidade de Bruzgi foi atingida pela primeira nevasca desde o começo da crise migratória que colocou frente a frente a União Europeia (UE) e o país do leste do continente.

O bloco europeu acusa o governo de Aleksandr Lukashenko de orquestrar a situação como forma de represália pelas sanções impostas por países do ocidente a Belarus por conta das eleições de 2020.

Chamado de o “último ditador da Europa”, Lukashenko é aliado de Vladimir Putin, presidente da Rússia, e está no poder desde 1994. Seu governo é acusado de reprimir violentamente uma série de manifestações no país após a última votação.

Segundo a UE, milhares de pessoas do Oriente Médio foram levadas intencionalmente até Minsk, a capital de Belarus, e induzidas até as fronteiras com três países do bloco: Polônia, Letônia e Lituânia.

Nas últimas semanas, o governo polonês deslocou milhares de soldados para conter a crise. Um acampamento ilegal foi desmontado do lado de Belarus e dezenas de pessoas que tentaram cruzar a fronteira acabaram sendo detidas.

O governo de Lukashenko nega as acusações e diz não ter interesse em criar uma tensão na região.

Belarus diz que tenta repatriar imigrantes, mas alguns se recusando a retornar a seus países de origem. O país também apresentou um plano a Bruxelas para receber parte do grupo. A proposta, que levaria cerca de duas mil pessoas à Alemanha, foi recusada.

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