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    Força do lockdown pegou a gente de surpresa, diz brasileiro em Xangai

    À CNN Rádio, Rodrigo Zeidan afirmou que não falta comida, mas que não é possível escolher quais alimentos comprar

    Amanda Garcia, com produção de Nicole Fuscoda CNN

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    Em meio à explosão de novos casos de Covid-19 em Xangai, na China, as autoridades impuseram um lockdown rígido na cidade. À CNN Rádio, o professor brasileiro da New York University Shangai e da Fundação Dom Cabral, Rodrigo Zeidan, que mora na região, disse que “a força do lockdown pegou a gente de surpresa.”

    “Não pudemos nos preparar muito, dia 27 de março fecharam supermercados, lojas de comida, e o pessoal do outro lado do rio que corta a cidade fez a limpa, não sobrou nada”, disse. No entanto, o professor reforça que “não falta comida, mas não comemos o que queremos, os mais afetados mesmo são os mais pobres.”

    Ele relata que tem conseguido fazer compras em grandes quantidades, como quilos de frutas, e conta com a solidariedade dos vizinhos, na maior parte do tempo. “A gente conseguiu sal, entregamos para vizinha que estava desesperada, também dividiram maçãs conosco. Teve um vizinho que fez uma banquinha e saiu vendendo pela unidade, a gente se achou meio que foi passado para trás, a gente é carioca, não é nada que nos surpreenda; na média, vizinhos ajudam muito”, contou.

    O professor, que passou por restrições no Brasil e na Espanha durante a pandemia, considera o lockdown chinês mais pesado: “A gente não consegue facilmente comida, com supermercados fechados, o nível de insatisfação é grande, pessoas entendem porque não querem o vírus, mas é esse o problema, China não é um lugar centralizado.”

    “As regras vêm da cidade, mas os distritos e comunidades que devem fazer as regras serem seguidas, tem distrito que o prédio não tem caso há 15 dias, mas o gestor do condomínio não quer que ninguém saia, estão quase acionando a Justiça para ter direito a sair e tem outros que seguem as regras, é muito heterogêneo”, afirmou.

    De acordo com as regras em vigor, é possível ir às ruas após 14 dias sem casos ativos na comunidade. Rodrigo e sua família estão no quarto dia de lockdown. Para o brasileiro, a virulência da variante Ômicron, aliada à demora que atribui ao governo chinês, são as causas para o surto de casos de Covid-19 em Xangai, o primeiro em dois anos.

     

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