Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Chefe da agência nuclear da ONU está na Ucrânia para negociações sobre segurança de usinas

    Em um comunicado, Rafael Mariano Grossi afirmou que "o conflito militar está colocando as usinas nucleares da Ucrânia e outras instalações com material radioativo em perigo sem precedentes"

    O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi
    O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi Askin Kiyagan/Anadolu Agency/Getty Images (7.mar.2022)

    Niamh KennedyStephanie Halaszda CNN

    Ouvir notícia

    O chefe da agência de vigilância nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU), Rafael Mariano Grossi, está na Ucrânia para negociações urgentes com o governo ucraniano sobre a segurança das instalações das usinas nucleares do país.

    Em um comunicado emitido nesta terça-feira (29), a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse que as conversas com altos funcionários do governo se concentrarão nos planos da agência de fornecer “assistência técnica urgente para garantir a segurança das instalações nucleares do país e ajudar a evitar o risco de um acidente que possa colocar em risco as pessoas e o meio ambiente.”

    Grossi postou uma foto sua no Twitter em frente a um veículo oficial da ONU nesta terça afirmando que “acabara de cruzar a fronteira com a Ucrânia para iniciar a missão da AIEA para garantir a segurança das instalações nucleares do país”.

    “Perigo sem precedentes”

    No comunicado, Grossi disse que “o conflito militar está colocando as usinas nucleares da Ucrânia e outras instalações com material radioativo em perigo sem precedentes”.

    “A Ucrânia solicitou nossa assistência para segurança e proteção. Agora começaremos a fornecê-la. A Ucrânia tem um dos maiores programas de energia nuclear da Europa. A presença da AIEA, onde for necessária para garantir segurança e proteção, é de suma importância. Estamos prontos para fornecer o apoio necessário agora”, continuou.

    Grossi, que deve visitar uma das usinas de energia do país durante sua viagem, alertou que “já houve vários problemas” nas instalações nucleares do país.

    “Não podemos perder mais tempo”, continuou ele, acrescentando que a experiência da AIEA é necessária com urgência para evitar que um acidente nuclear ocorra.

    As forças russas ocupam a maior usina nuclear da Ucrânia, Zaporizhzhia, desde 4 de março. O local do acidente nuclear de 1986, a usina nuclear de Chernobyl está com os russos desde 24 de fevereiro.

    O órgão de vigilância elaborou “planos concretos e detalhados de segurança e assistência” para as instalações nucleares da Ucrânia, que incluem 15 reatores nucleares em quatro usinas, bem como a central nuclear de Chernobyl, segundo o comunicado.

    Oito dos 15 reatores do país continuam operando, “incluindo dois na central nuclear de Zaporizhzhya, controlada pela Rússia, três em Rivne, um em Khmelnytskyy e dois no sul da Ucrânia”, disse a AIEA em sua última atualização publicada nesta segunda-feira (28).

    Segundo a agência nuclear, outros reatores permanecem fechados para manutenção regular.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

    versão original

    Mais Recentes da CNN