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    Companhias cancelam mais de 200 voos por avanço de Covid-19; veja o que fazer

    Azul e Latam confirmaram remanejamento de viagens; Anac informou que está monitorando empresas para garantir assistência a passageiros afetados

    Funcionária mede temperatura de passageiro no aeroporto de Congonhas, em São Paulo
    Funcionária mede temperatura de passageiro no aeroporto de Congonhas, em São Paulo 31/05/2021 REUTERS/Amanda Perobelli

    Juliana Eliasdo CNN Brasil Business

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    As companhias aéreas Azul e Latam confirmaram nos últimos dias que estão cancelando e remanejando voos por conta do avanço de casos de Covid-19 e de Influenza entre a tripulação e na população geral.

    Em nota, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou que está monitorando os casos de doenças respiratórias causadas em pilotos, comissários e demais profissionais do setor aéreo, e que também está acompanhando as empresas para garantir o cumprimento da prestação de assistência aos passageiros.

    A Latam informou em comunicado nesta segunda-feira que cancelou 111 voos previstos até o dia 16 de janeiro, devido ao “aumento de casos de Covid-19 e de Influenza na população em geral”, levando ao afastamento de funcionários da companhia aérea.

    O número é equivalente a 1% do total de voos domésticos e internacionais previstos para janeiro de 2022. A companhia não especificou se foi verificado aumento de infecções entre membros de sua tripulação.

    Com isso, o número de voos cancelados de companhias aéreas nas últimas semanas já chegam a mais de 200. Na última semana, mais de 100 voos da Azul também foram cancelados.

    O que fazer

    Os passageiros afetados poderão remarcar a viagem, sem cobrança de multa e de diferença tarifária, ou solicitar o reembolso da passagem, também sem multa.

    Dias antes, o sindicato que representa os aeronautas (SNA) informou que os afastamentos médicos entre funcionários da Azul tiveram alta de 400% em janeiro. Em nota, a companhia confirmou um aumento nas licenças e informou que também está remanejando alguns voos.

    “O passageiro que tiver o voo atrasado ou cancelado terá direito à prestação de assistência pelas companhias aéreas, conforme prevê a Resolução 400/2016“, disse a Anac, mencionando as normas que definam as obrigações das companhias em caso de atraso ou cancelamento de voos.

    “A Anac também recomenda aos passageiros que acompanhem a confirmação do voo pelos serviços disponíveis pela empresa aérea, como aplicativos, site e central de atendimento”, acrescenta o comunicado da agência.

    As normas da Anac determinam que, em caso de atrasos e cancelamentos de voos, as empresas têm a obrigação de:

    • oferecer reacomodação e reembolso integral, cabendo a escolha ao passageiro, quando houver cancelamento do voo ou atraso superior a quatro horas;
    • manter o passageiro informado a cada 30 minutos quanto à previsão de partida dos voos atrasados;
    • informar imediatamente a ocorrência do atraso, do cancelamento e da interrupção do serviço;
    • oferecer assistência material gratuitamente, de acordo com o tempo de espera. Isto inclui oferecer meios de comunicação, alimentação e, em caso de pernoites, transporte e acomodação.

    Orientações das companhias

    Em nota divulgada no fim da semana, a Azul informou que os “clientes impactados estão sendo notificados das alterações, reacomodados em outros voos da própria companhia e recebendo toda a assistência necessária, conforme prevê a resolução 400 da Anac”.

    Também em comunicado, a Latam orienta que todos os viajantes chequem a previsão de seu voo na página da companhia antes de se dirigir ao aeroporto.

    Para aqueles que tiverem os voos alterados, a indicação é que o passageiro remarque a viagem por meio de cadastro no site, por onde pode escolher nova data sem cobranças adicionais ou fazer o pedido de reembolso.

    Os telefones da central de vendas da companhia também estão dando suporte a esses casos.

    A Latam também informou que está permitindo que os passageiros diagnosticados com Covid-19 remarquem a data da passagem uma vez sem a cobrança de multa, mas pagando a diferença de preço, se houver.

    “O cliente poderá viajar a partir de 14 dias após o diagnóstico da doença ou certificando que não está mais na fase de contágio”, diz a nota.

    Confira orientações do Ministério da Saúde caso contraia Covid-19

     

     

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