Reajuste da tarifa do transporte parece inevitável, diz representante de prefeitos

À CNN Rádio, Edvaldo Nogueira, presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, disse que preço da tarifa vai subir se o governo federal não tomar medidas

Transeunte usa máscara protetora em terminal de ônibus em São Paulo
Transeunte usa máscara protetora em terminal de ônibus em São Paulo Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Amanda GarciaIsabel Camposda CNN

em São Paulo

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A Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), em encontro de representantes dos municípios da última quinta-feira (25) que será retomado nesta sexta (26), expressou preocupação com o setor de transportes no pós-pandemia.

Em entrevista à CNN Rádio, o presidente da FNP, Edvaldo Nogueira, disse que o reajuste da tarifa do transporte público “será inevitável” em 2022, caso medidas que aliviem o setor – muito afetado pela pandemia – não sejam tomadas.

O aumento do preço do diesel e a queda na circulação de passageiros, de acordo com Edvaldo, que também é prefeito de Aracaju, contribuíram para a crise do setor.

A FNP sugeriu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, duas opções. “Fazer uma desoneração no diesel para o Brasil inteiro, que melhoraria a situação dos caminhoneiros e para o transporte coletivo. Ela poderia ser feita via PEC ou Medida Provisória.”

Outra ideia foi apresentada com um estudo conduzido pela FNP: “Sugerimos injetar recursos para cobrir a gratuidade da tarifa para idosos e pessoas com deficiência, que equivale a 5 bilhões de reais.”

“Seria alternativa imediata de curto prazo para evitar reajuste na tarifa de maneira impactante”, completou.

Em conversa com os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo), segundo Edvaldo, a FNP “saiu otimista de que o governo deverá adotar alguma dessas medidas.”

Réveillon

O prefeito de Aracaju ainda adiantou que a reunião desta sexta-feira vai discutir a situação das festas de fim de ano.

Na opinião pessoal dele, “as condições para o Réveillon ainda não estão dadas. Em Aracaju, não iremos realizar ou dificilmente vamos, embora estejamos avançados na vacinação.”

“Não tem condições de fazer os grandes eventos, principalmente os públicos, nos eventos privados, temos possibilidade de controle, com comprovante de vacinação, distanciamento, tem como controlar, mas é difícil com os eventos públicos”, analisou.

Nogueira acredita que a discussão tem que ser levada “com muita tranquilidade”, especialmente devido ao aumento dos casos de Covid-19 na Europa.

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